quinta-feira, 10 de setembro de 2015

Tivoli Ecoresort - Praia do Forte - Bahia.

Acabei de voltar do feriado de 7 de setembro, que passei na Praia do Forte, no hotel Tivoli Ecoresort.

Começando pelo básico: gostei? Sim! Adorei! Mas aí que está a parte decepcionante: até gostei do hotel e tudo, mas o que fez a viagem deliciosa não foi o serviço (precário), o quarto pequeno e sem luxo ou as simplórias piscinas (pra quem se auto-intitula "resort", esperava mais). O que fez toda a diferença foi a companhia dos amigos, ver meu filho se divertindo com eles e a praia com sol e sem chuva.


Acho que fui esperando demais do hotel, várias críticas positivas como "o melhor resort do Brasil" e etc. Aliás, se este for o melhor do Brasil, putz grila, que medo de conhecer os outros!

Não dá para tirar o crédito 100% do hotel. Uma coisa incrível e que não merece passar batida é a excelente estrutura de praia: há uma infinidade de quiosques num gramado sob um coqueiral à beira-mar. De baixo de cada um deles, um círculo de areia, no qual as crianças brincam de castelo sem ter que descer na praia e ficam em segurança.





Só que o serviço da piscina, deus que o livre, era quase inexistente. Quase tínhamos que pedir pelo amor de deus por bebidas ou petiscos. E havia ainda uma cara amarrada bem diferente da baiana que nos veio com um sorriso e uma água de coco na recepção ao fazermos o check in.

A água de côco trazida pela baiana no check in.

Bom, o resort funciona assim: café da manhã incluso e jantar buffet também, tudo no restaurante Goa (um quioscão gigante, de telhado de sapê, com vista para o mar). O café da manhã é excelente e não varia (e nem teria como, já que tem de tudo todos os dias - desde ovos a tapiocas feitos na hora - DICA - tentem o pudim de tapioca, uma delícia). Já o jantar varia um pouco mais, mas nem tanto. As sobremesas também não mudam muito, mas são deliciosas - o Negão Praia do Forte vale a garfada pra quem ama chocolate como eu e os sorvetes variam de sabor e são sempre cremosos (tem de côco queimado, brigadeiro, manga, açaí...).

Visitantes no café da manhã.

Tapioca delícia de queijo coalho.

Outro visitante roubando um pão de queijo.

Durante o dia, nada está incluso: bebidas (alcóolicas ou não), porções ou almoço.

Nós, como estávamos com crianças pequenas na faixa dos 3 anos e uma dupla com menos de 1, achamos a logística de ficar saindo do hotel meio complicada. Fora que as crianças queriam praia e piscina. Então, por lá ficamos (ok, matem-me por ter deixado o Projeto Tamar pro último dia e ter chegado na hora de fechar...rs). As piscinas, pra bem dizer, eram bem mais ou menos, mas satisfaziam as crianças.





Assim, fizemos todas as refeições no hotel. O meu maior só queria espaguete e batata frita. E assim foi, até que, durante o feriado mesmo, como o hotel fica mais cheio, o clubinho abriu um buffet para almoço e jantar dos pequenos (devidamente pago, devo sublinhar). Se for fora de feriado/temporada, esse almoço infantil não existe.

Para os adultos, tem o restaurante Tabaréu e o À Sombra do Coqueiral (não fui). O Tabaréu é ok, mas ninguém ficou encantado com o prato (muito bem servido, aliás). O duro foi o japonês... R$ 180 um combinadinho simples quase que só de salmão para duas pessoas e que estava bem ruinzinho. Mesmo.

Para crianças até 3 anos, eles disponibilizam um menu infantil, que os pais marcam e retiram no outro dia na tal da Baby Copa (tinha fórmulas e frutas, além de microondas e geladeira... Mas era extremamente antiga, um pouco má conservada e quente pra burro). Para bebês, há a opção de papinha de frango, carne ou legumes. Para bebês, ok, mas a comida dos maiorzinhos, que no meu caso está acostumado a comer a comida da casa mesmo, temperada e tudo, estava era ruim demais e eles não aprovaram. Aliás, ter um cartão pra abrir a tal Baby Copa era duro... Esquecia no quarto, tinha que segurar o bebê com uma mão pra procurar o cartão, um caos...

Verdade seja dita, o berço estava lá, a banheirinha para banho também (em que pese ter vindo sem o tampão e eu ter que ter entupido o buraco com sabonete) e o que achei o melhor de tudo, foi ter carrinho do hotel (já que, pra quem vai de avião, ter uma tralha a menos pra carregar no aeroporto ajuda, viu - eu costumo levar o canguru no aeroporto, pra carregar a menor, uma mochila minha como mala de mão e ficar com as mãos livres para dar ao menor e levar outra mala, se necessário). O carrinho, a não ser que seja para vôo noturno internacional, mais atrapalha do que ajuda.

Dois outros pontos bem legais são o clubinho (chamado de Careta-Careta), que tem uma piscininha com escorrega, uma brinquedoteca, o restaurante e o parquinho. Quando é feriado ou temporada tem atividades; e o serviço de babysitter indicado pelo hotel por cerca de R$16 a hora.

Ruim foi a simpatia - liguei no 10 (recepção) e pedi a gentileza de dar uma volta nos carrinhos de golfe, já que meu filho estava alucinado quando eles passavam, eventualmente levando hóspedes. Qual não foi a minha surpresa com a grosseria da atendente que disse: se a senhora estivesse no bloco nove, podia. Como está no três e é próximo, não pode...

O centrinho é a 700m do hotel. É possível ir de Tuk Tuk e meu filho adorou. Tudo lá é bem praiano, e os restaurantes parecem interessantes, mas nós não fomos.

Centrinho.

O passeio de buggy foi meio micado, custa R$ 270 pelo hotel, e para crianças com menos de 5 anos não recomendo - chacoalha muito, tem que ir atrás segurando no santo antônio. E leva a uma lagoa mequetrefe com gente meio diferente.

Sobre o quarto, bem... Tivemos um up grade na chegada e já fiquei com o pé atrás quando vi o banheiro: não havia porta... E eu detesto ir ao banheiro só com a cabine. Fico meio constrangida. Alguém mais?



Vista do quarto térreo com varanda: ponto positivo.

A internet é paga e muito ruim. Não conseguimos conectar direito, apesar de termos pago. Solicitei o cancelamente do pagamento no check out...

E, como sempre: se eu voltaria? SIM, mas já sabendo dos pontos negativos do hotel, indo almoçar mais no centrinho, sem ter ido esperando encontrar "O" melhor resort, mas sim um resort mediano, com serviço ruim, mas com boa infra de praia e para crianças.








7 comentários:

  1. Bom saber das falhas, já que também li algo sobre eles serem o melhor resort do Brasil... Gostei dos pontos positivos, mas os pontos negativos chamaram minha atenção. Valeu a dica!

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  2. OMG! banheiro sem porta, essa foi a historia de hotel mais surpreendente que eu já ouvi. Doideira. Nosso filhos são iguais, se o meu tivesse visto esse carrinho de golf não ia sossegar enquanto não andasse. O hotel achei bem mais ou menos, mas amiga, você tá linda! Beijo.

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  3. Oi Ana! É realmente muito ruim quando temos grandes expectativas e elas não são atendidas! Eu detesto me sentir frustrada! Sobre o banheiro sem porta: NO WAY!rs
    Pelo menos parece que as crianças se divertiram bastante e o lugar parece ser muito bonito! Adorei o post todo detalhadinho e a maneira divertida que escreve!rs Beijos!

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  4. Infelizmente as coisas só funcionam a todo vapor durante o verão, alta temporada. Tenho uma casa em Imbassaí, 10km da Praia do Forte, pago um valor alto de condomínio, mas durante a baixa temporada que é normalmente quando vou pra lá (aproveito as férias de verão daqui julho-agosto) não consigo aproveitar os benefícios do clube de praia do condomínio.
    Mas o Tivoli deveria ter o ano todo, pois o valor também é alto independente da época do ano.
    Beijcoa
    Li

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  5. Confesso que fiquei decepcionada com os pontos negativos, pois ouço sempre que é um dos melhores resorts do Brasil. Quando eu for vou tentar marcar em baixa temporada para ver se a experiência é diferente. Adorei o post! Bjs

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  6. A Bahia é outro nível né? E a Praia do Forte é um lugar muito legal.
    Eu adoro, e sinto saudade (já há 9 meses morando na Espanha).

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  7. Eu tambem me decepcionei muito com o Tivoli Praia do Forte....

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