quinta-feira, 6 de agosto de 2015

O que levar em consideração para escolher a escola do seu filho? As top melhores escolas do leque que eu analisei.

Ausência master, eu sei. Perdão! Começando a frase com o “mas”, coisa que eu detesto, preciso dizer: MAS acabei de voltar de 30 dias de viagem, pra uma casa ainda em reforma – desde o ano passado – com duas crianças pequenas,  uma mamando em livre demanda e outra ingressando na escola nova e definitiva. UFA!

E aí está o post de hoje: como escolher a escola do filho. Sem pretensão alguma de ensinar ou me intrometer, vou falar como eu escolhi a escola do meu filho.

1) Primeiro dilema: escola bilíngue, internacional ou regular?

Regular/Comum vou chamar a que ministra as aulas em Português, com currículo brasileiro. Bilíngue, a que ministra as aulas em Português e Inglês, mas com currículo brasileiro. Já a internacional, aquela em que o currículo é estrangeiro (francês, americano ou alemão, por exemplo), em que as aulas são ministradas no idioma nativo da escola, e que conta com as aulas de currículo brasileiro, como geografia do Brasil, história do Brasil e língua portuguesa, dadas em Português.

As internacionais costumam conferir diplomas que permitem ingressar em faculdades no país de origem. Então, costumam conferir 2 diplomas - o brasileiro e um estrangeiro.

Dentre as regulares, existem diversos métodos, dentre eles as mais voltadas ao vestibular e aquelas mais tranquilas, voltadas para a formação psicológica da pessoa.

Eu fiquei na dúvida entre a internacional de língua inglesa - por entender que o currículo internacional é importante caso a família tenha em vista mudança ao exterior ou enviar o filho para estudar fora e que o inglês é uma língua necessária hoje em dia - , e a regular voltada para vestibular, afinal fui aluna USP na graduação e mestrado, e sei que devo não ter frequentado longos anos de cursinho por ter feito uma escola voltada para vestibular (vulgo Anglo Cassiano Ricardo de São José dos Campos, depois de ter frequentado o Instituto São José até o 9o ano, uma escola sólida de valores salesianos, mas sem foco em vestibular).

2) Determinado o tipo de escola, procure saber das melhores procurando nas listas do ENEM e blogs do assunto. No meu caso, pesquisando as escolas em São Paulo das categorias em que fiquei na dúvida (regular pra vestibular ou internacionais de língua inglesa), descobri as seguintes escolas:

VESTIBULAR:
A) Vértice – faça a matrícula do seu filho com ele ainda dentro da barriga, ou não terá chance de ingressar na primeira turma. Caso contrário, entre 3 a 5 anos para conseguir vaga, se conseguir.
B) Móbile – é sorteio, então você faz a matrícula no ano anterior e reza. Sendo mais fácil conseguir se for pra primeira turma, por óbvio, já que tem mais vagas abertas.

INTERNACIONAIS DE LÍNGUA INGLESA:
C) Saint Paul’s – Britânica. A mais badaladinha de todas, fica nos Jardins, numa travessa da Gabriel. Onde estudam muitos filhos de milionários e alguns famosos. Super difícil de entrar. Há entrevistas e uma taxa de inscrição.
D) Graded – excelentes recomendações, mas fica na Giovanni Gronchi e os pais que não são do Morumbi penam, tanto pela segurança da rua em si no trânsito, quanto no tráfego caótico e congestionado. Dá preferência aos estrangeiros de língua inglesa e depois aos irmãos de alunos. Nem tendo irmão é certeza de vaga, então imagine pra um iniciante brasileiro. Há uma taxa de inscrição e a application é feita via site e e-mail.
E) Chapel – junto com a Paca, tem o maior campus e arborizado. Tem como vantagem de segurança o embarque e desembarque de alunos, que é feito DENTRO da escola. Já como outra vantagem (ou desvantagem, dependendo da sua orientação), é uma escola católica. A seleção é feita para a primeira turma, que começa aos 3 anos - então, no final do ano antecedente ao seu filho fazer 3 anos, marque a visita e faça a inscrição para começar em agosto do outro ano. Também tem taxa de inscrição e entrevista com a criança. As salas de Pré são incríveis e o uniforme das meninas fofo demais;
F) Paca – com o campus lindo e todo térreo, o Mr. Kevin é um amor de pessoa e torna conhecer a escola uma experiência sensacional. A desvantagem é que é lá perto do clube Guarapiranga, longe pra maioria das pessoas que moram no eixo Jardins-Vila Nova Conceição-Morumbi. A vantagem é que é a mais barata das 4, cerca de metade do preço com o mesmo período integral. As vagas são abertas aos 3 anos, mas a turma é pequena e costuma ser preenchida de cara por irmãos de alunos. Já aos 5 anos, eles abrem mais vagas no Jardim e fica mais fácil de conseguir matricular seu filho. De orientação cristã.

3) Leve em consideração a distância. E esse é um ponto crítico. Trace um limite de distância (o meu foi de 10 km) e faça o trajeto algumas vezes. Lembre-se: o seu filho vai fazê-lo uns 200 dias por ano durante muitos anos... Se você achar que mais de uma hora pra vir e outra pra voltar é razoável, tudo bem. Mas eu achei demais pros meus filhos.

4) Não se esqueça do preço. Os preços variam MUITO. Há escolas boas particulares começando em mil e quinhentos reais (às vezes menos, o que é difícil pra São Paulo, Zona Sul..). Mas notem que as TOP costumam girar em torno de até 3,5 mil para escolas comuns e as TOP internacionais permeiam as faixas de 4 a 7 mil por mês (exceção da PACA, que não ultrapassava os 2,7 - 3,5 mil no ano passado, mas sempre chequem antes). Multiplique por 12, some a matrícula e veja se conseguirá arcar com os custos, mesmo diante de crises. Veja, por exemplo, a lista de preços da Graded aqui e da PACA aqui.

5) Veja a missão e objetivo da escola e reflita se eles realmente se enquadram no que você e seu companheiro entendem que uma escola deve focar. Seja no aspecto de foco educacional, seja de método ou seja ainda de religião.

6) Se optar por internacional escolha aquela que lhe será útil e que seu filho já esteja mais acostumado com o idioma - por exemplo, se for de descendência Suiça, veja a escola Suiço-Brasileira, por exemplo (a inscrição para as vagas é por ordem de chegada - quem chega primeiro, leva). Se preferir alemão, veja o Porto Seguro ou a Waldorf Steiner. Francês, há o Liceu Pasteur... E assim por diante.

7) Analise se a escola integral é uma boa opção para a sua estrutura familiar. Se os pais trabalham o dia inteiro, às vezes é uma excelente opção para poder contar com apoio nutricional das refeições saudáveis e fresquinhas e uma saída a deixar seu filho um período inteiro sozinho com a babá ou outra pessoa que cuide dele. Muitas escolas oferecem esportes para completar a grade. É o caso da maioria das internacionais. O fato da escola internacional por vezes focar em esportes, além de já conferir um segundo idioma, evita que a criança fique circulando pela cidade (e trânsito) em busca das atividades extra-curriculares.

8) Contatos ou network ingsão importante no seu ponto de vista? Procure uma top escola. Além das que citei, principalmente as três primeira internacionais, há a Santo Américo, a Saint Nicholas...

9) Tradição é relevante, veja os colégios Maristas (Arc Diocesano) e Dante Alighieri, por exemplo.


E você, o que levou em conta? Mais alguma dica para nos dar e ajudar os pais enfrentando esse dilema da escola?

10) Quando começar a olhar? NA GRAVIDEZ... Principalmente se você for de São Paulo e quiser uma top escola. Como vocês puderam notar, algumas escolas levam em conta na inscrição a ordem de chegada... É o caso do Vértice... Ou da Suíça. Ou então, se não for ordem de chegada, na faixa dos 2 anos - é muito mais fácil entrar numa escola na primeira turma, o que acontece geralmente entre os 3 e 4 anos.


7 comentários:

  1. Show de bola !!! Semana que vem teremos um post de uma amiga querida sobre escola bilingue no Brasil :)
    beijocas
    Li
    http://www.criandofilhospelomundo.com/

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  2. Tão difícil este tema da educação. .. tira noites de sono. Seu guia ficou MARAVILHOSO. Tem que ser muito divulgado porque está super útil.
    Tati

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  3. Ana, acho que a escolha da escola e um grande desafio para nos maes....Muito boa suas colocacoes. Bjs

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  4. Poxa, é uma decisão de muita responsabilidade, não?!

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  5. Ana Paula, esse texto veio direto para mim kkkkk. Estou vivendo o dilema de mudar ou não a Beatriz de escola. Se mudo para 2016 ou deixo para 2017. Para qual escola e etc. Adorei e vou refletir nesses pontos que você colocou. bjs

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  6. Onde moro as escolhas são bem restritas, pois não há tanta opção assim... Buaaa queria escola bilingueeee hahahahaha

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  7. Gostei muito. Sabe que eu que moro no interior não consegui achar uma escola que se enquadre exatamente dentro dos meus valores. Para mim, escolas não teriam salas de aulas nem paredes, muito menos grade de aulas, mas sim liberdade para as crianças descobrirem o mundo. Sei que é utópico, mas tem gente já criando ótimas iniciativas nesta linha! É um assunto que rende muito...obrigada pelo post.

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