domingo, 10 de maio de 2015

Mãe.

Depois de um dia das mães intenso (só consigo escrever agora porque ambos os meus filhos dormiram), termino a jornada de hoje encantada. Encantada porque nada mais nesse mundo me faria tão feliz. Algo tão inexplicável como a norma fundamental de Kelsen (amigos do Direito, desculpem, mas eu tinha que voltar pro meu lado nerd), mas que funciona, funciona. É um amor imenso, mais que um coração batendo fora do peito. São dois agora.

Não há como explicar, mas um sorriso deles já vale o meu dia. E, ao final dele, depois de não conseguir sequer ligar o computador (minto, pois ele estava ligado o tempo todo, mas nos vídeos de youtube infantis que meu filho comanda tão bem com seus mini dedinhos), vou dormir realizada.

Eu não sonhei em ser mãe. Não ao menos no momento em que aconteceu e talvez estivesse postergando até hoje por conta da carreira. Mas aconteceu e eu abracei. Não digo que não sinto saudade do tempo em que meu tempo era só meu e que ninguém me explicou quando eu engravidei que tudo ia mudar.

É um ser que depende de você, pra se limpar, para se alimentar. É o seu colo o porto em que ele se sente aconchegado e seguro.

Ninguém me contou que o choro deles faz a gente não se concentrar em mais nada e que dói lá no fundo da alma não conseguir curar. Que, no início e quando estão doentes, a noite se mistura com o dia num ritmo frenético. Que eu não dormiria até tarde num final de semana e jamais planejaria uma viagem de lazer que não incluísse crianças e menu kids... Machu pichu de mochila de novo? Só quando forem adultos e forem comigo.

Mas agora, com os dois dormindo, olho e vejo só amor. Não sei como pude ter criado seres tão perfeitos, lindos. E sabe o que é pior? Que irão ficando independentes de mim. Só agora entendo o que uma mãe sente e por tudo então, agradeço à minha.

Mas a minha vida, que virou "nossa" no momento em que eles nasceram, nunca fez tanto sentido.

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