terça-feira, 23 de julho de 2013

NYC com bebê de 1 (um) ano. Parte III - Diversão para mais velhos - Os shows e restaurantes.

O que tornou essa parte possível, friso, foi ter levado a babá. A viagem então pôde ter o foco infantil durante o dia e adulto durante a noite. Como meu bebê ainda não fala, e muito menos inglês, a idéia de uma sitter por hora não me parecia muito agradável.

E Nova Iorque tem muito a oferecer à noite, entre gastronomia e shows. Antes de viajar então, pesquisei demais na Internet, principalmente em blogs, lugares interessantes pra ir e espetáculos bem recomendados para assistir.

Cheguei à conclusão, em relação aos shows, que deveria ir ao Fantasma da Ópera (The Phantom of the Opera), Rei Leão (Lion King) e Wicked, pois eram os que tinham as melhores críticas dentro de uma diferente gama de públicos. Comprei todos pelo Broadway.com e, na parte deles, tudo certo. O Fantasma da Ópera já veio via ingresso virtual e não teríamos que busca-lo na bilheteria. Nos demais sim, e foi super tranqüilo, pois 1 hora antes pegamos os tickets com facilidade e sem fila, apresentando a identidade do comprador.

Depois, passei para a investigação de restaurantes... Comecei pelo guia Michelin, no qual os restaurantes são divididos em 1, 2 e 3 estrelas. Dentre essas categorias, ainda há a indicação de até que confortáveis, confortáveis, muito confortáveis, tops e luxuosos. Escolhi, com base nessa lista, dentre os 3 estrelas, os dois que tinham a indicação de luxuosos: Daniel e Per Se.

Meu marido queria conhecer o Babbo, do Mario Batali, por indicação de amigos.

Os demais fui escolhendo entre indicações e lendo o Vamos para Nova York, que tinha a lista on line mais completa entre indicações e descrições. Decidi pelo Balthazar e STK Rooftop para variar um pouco e por serem mais casuais e descolados que os dois primeiros.

1) Os Shows: Bom, preciso contar que, por um erro MEU acabei me confundindo nas datas e fui pro Per Se no dia do Fantasma da Ópera... Ou seja, perdi os ingressos do show. A sorte foi que, apesar de ser necessária a reserva no Per Se com um mês de antecedência, eles se compadeceram da situação e trocaram a nossa reserva para aquele dia (pelo menos assim não perdemos a viagem). Sobre esse espetáculo em específico, a quem for arriscar, é mais fácil de conseguir ingressos com desconto na Broadway mesmo - é necessário pegar uma fila, geralmente longa, na qual vendem os ingressos do dia mais baratos. Mas os outros shows que assisti estavam esgotados.

O Rei Leão foi sensacional e foi o primeiro musical que vi. Confesso que tinha um pouco de receio, pois não costumo me espantar com espetáculos (postarei depois os shows a que fui em Las Vegas). Mas por conta da minha idade e de ter assistido incontáveis vezes esse filme (o seu VHS foi minha primeira aquisição pessoal, com a mesada que tinha dos meus pais), acabei me emocionando demais. Apesar de lúdica, a montagem segue fielmente a história original e os figurinos são demais.

Quando achei que já tinha visto o melhor musical do mundo, fui assistir Wicked, que conta a história da bruxa má do oeste do Mágico de Oz. Não tenho palavras para descrever esse show se não ES-PE-TA-CU-LAR! OS efeitos são maravilhosos, as vozes das principais são indiscritíveis, a Gleeenda (bruxa boa do norte) é hilária e saí de lá revendo todos os meus conceitos da história de Oz...

2) Os Restaurantes: O guia Michelin me surpreendeu. As duas indicações que seguimos não poderiam ter sido melhores e eram quase ao lado do Hotel que ficamos. O Per Se, no Columbus Circus, fica num prédio com visão do monumento e Central Park. Elegantérrimo e sensacional (obviamente que se não fosse, aiaiai, porque custa pelo menos $295.00 por pessoa o menu degustação - e só há essa opção com 9 pratos - e, dentre esse menu, upgrades são oferecidos em dois dos pratos, o que pode levar a quantia por pessoa a ultrapassar os $400.00. Com uma garrafa de vinho mediana, mas ótima, nosso jantar ficou em $1,100.00). Os pratos passaram por ostras com caviar, salmão defumado, lagosta, vitela, foie gras... HUMMMMMM - Cada um mais deliciosos que o outro.



O Daniel também surpreendeu. Um típico francês, mas nos EUA! O foie gras era deslumbrante, com figo e cogumelos. Também havia a opção de menu degustação, mas optamos por escolher cada um dos pratos. De principal, comi a lagosta com bacon, sobre arroz selvagem. Uma delícia! Meu marido comeu coelho, envolto em presunto, com pimentões recheados. Cada um mais bonito que o outro. O vinho, Snowden, muito bom também.



No Balthazar, as entradas estavam ótimas. Mas tivemos que ir de taxi, pois era no SOHO. Comemos ostras e escargots ótimos. Mas os pratos principais não estavam tão bons. Só não perdeu pro Babbo, que me mandou um prato principal frio (em que pese o polvo de entrada estar muito bom) e tem um atendente de reservas muito grosseiro. O STK Rooftop surpreendeu - a vista é linda!!! É um típico americano de carne, mas mais descolado. O lugar fica no topo de um prédio, em frente ao High Line Park. Bem pequeno e descoberto, com lamparinas para iluminar à noite. PS: Há como reservar o terraço. Lá em baixo é mais "transado", cheio de gente num ambiente fechado. Mas a vista e a sensação lá em cima são indescritíveis.



Os cafés da manhã e almoço, fizemos nos seguintes lugares:  Seraphina'sThe Palm CourtLavoThe Standard GrillPappardellaPhilippeBottega del VinoRue 57. Dentre eles, os dois primeiros repetimos, pois são maravilhosos para um brunch. O The Standard Grill (da rua, pois há um no hotel que leva o mesmo nome, mas em andar mais alto, que deve ter uma vista incrível e parece ser mais formal) foi super gostoso: comi king crab e vieiras, o ambiente é todo cheio de samambaias. Já o Pappardella é uma boa opção atrás do Museu de História Natural.


Para a próxima, já pesquisei e irei nos seguintes: Le Bernardin, Del Monico, Buddakan e Top of the Standard (High Line Park).

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